
Lisboa – 30-11-2007
Na localidade alentejana, a última quarta-feira era um dos dias reservados à recepção ao caloiro. Entre as actividades programadas estava o habitual "rali das tascas", onde os alunos da Escola Superior Agrária de Elvas deveriam percorrer os estabelecimentos da cidade, bebendo pelo menos uma bebida alcoólica em cada um. No final do dia, com os ânimos exaltados, as cabeças pesadas, e a alcoolemia elevada, João Pedro Farinha, um dos participantes, ter-se-á aproximado de uma das ameias do castelo que cerceia o centro histórico da localidade e caiu de uma altura de cerca de
Depois de alguns minutos de "verdadeiro terror e muitos gritos", a ambulância chegou ao local, seguida pelos bombeiros, que acabariam por assistir também uma jovem que se encontrava em coma alcoólico. "Quando chegámos, o jovem que estava lá em baixo apresentava um estado bastante grave, queixava-se muito", conta Alexandre Lavadinho, chefe adjunto do Comando dos Bombeiros de Elvas.
(…)
No rescaldo da semana de recepção ao caloiro, (entretanto suspensa pela organização), para além da queda quase fatal de um dos alunos da ESAE, outros quatro terão chegado ao Hospital de Elvas, apresentando sinais de coma alcoólico. Instado a comentar o sucedido, o presidente da Associação de Estudantes nega qualquer responsabilidade no incidente. "Na semana de recepção ao caloiro só participa quem quer. Este acontecimento não está relacionado com praxes porque esta semana não as há", explica Diogo Assunção."
Comentário: As praxes têm como objectivo principal introduzir os alunos, que se encontram pela primeira vez no ensino superior (caloiros) ou no estabelecimento de ensino em causa, dentro da vida académica. Levando-os a participar nas actividades da escola, de forma a conhecerem os colegas de outros cursos ou até mesmo dos seus próprios cursos mas em anos mais avançadas.
Na verdade o que se verifica é uma utilização desapropriada da autoridade à qual os alunos mais antigos têm direito, levando os caloiros a fazerem coisas humilhantes ou até mesmo arriscadas. O mais degradante que se verifica nas praxes é o facto dos elementos da comissão de praxe levarem os recém chegados colegas a beberem de forma descontrolada, ocorrendo por vezes desastres e até mesmo comas alcoólicos, como é referida na notícia, em cima descrita, retirada do Diário de Notícias.
O “Rally das Tascas” também foi uma actividade à qual a Comissão de Praxe da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela aderiu, sendo esta num domingo diminuindo o número de estabelecimentos abertos, diminuindo por sua vez os excessos que ocorrem ocasionalmente.
O que me choca mais na notícia é o facto do presidente da Associação de Estudantes da ESAE ter responsabilizado a vitima, alegando que esta não foi obrigada a participar na actividade
De um modo geral creio que as praxes são positivas, dado que o novo aluno passa a conhecer a escola, os colegas e a nova cidade, caso este seja de fora. E também porque as praxes fazem que os caloiros se sintam integrados no meio escolar.

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